"O exílio nos compele, estranhamente, a pensar sobre ele, mas é terrível de experienciar. Ele é uma fratura incurável entre um ser humano e um lugar natal. Entre o eu e seu verdadeiro lar: sua tristeza essencial jamais pode ser superada. (...) As realizações do exílio são permanentemente minadas pela perda de algo deixado para trás, para sempre." Edward Said.
domingo, 2 de outubro de 2011
Do lúdico como forma de superação das agruras
sexta-feira, 8 de abril de 2011
A Canção de Dandara
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
O Eterno retorno do mesmo ou de como o PSDB enfeitiçou São Paulo

A massa subjugada bradou por clemência
Raivoso, seu candidato já não escondia as garras
Por mais um ciclo vão sofrer as agruras e dores...
é um belo exercício de esquecimento.
No entanto, vão amiúde corroborá-lo no próximo pleito.
Contribuições ao duro diálogo entre as lideranças e a escola
- Em primeiro lugar, seria necessário, uma “re-elaboração” da idéia da escola como espaço público. Muitos diretores concebem a escola como uma posse individual e não percebem que o seu dever é propiciar que o ambiente escolar seja um espaço de democratização e discussão para a comunidade. A gestão participativa é primordial na reconstrução da educação no Brasil.
- Lutar contra a segmentação dos vários grupos que habitam o ambiente escolar, demonstrando que eles devem se completar e não se enfrentar como vem acontecendo na maioria das escolas públicas que pudemos trabalhar. A escola deve propiciar um ambiente sadio de harmonia e respeito mútuo entre os seu atores.
- Buscar a valorização do profissional docente, por meio de palestras, discussões, debates, cursos de aperfeiçoamento, atividades extra-curriculares etc.
- Compartilhar responsabilidades e decisões com a comunidade escolar, por meio do conselho de escola, da A.P.M, escola aberta, visando uma apropriação do espaço escolar como espaço comunitário e canal de reflexão.
- Priorizar a qualidade do ensino e do conhecimento que se produz neste ambiente, tomando-a como meta. É dever da escola se superar constantemente, gerando focos que motivem alunos e professores a se desenvolverem continuamente como seres humanos.
- Utilizar mecanismos diagnósticos de aferição do processo, utilizando-os como uma escala na aferição do progresso da escola. Não, simplesmente, utilizá-los como uma forma de punição ou um compêndio de meros dados estatísticos.
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Algumas Considerações sobre o morrer em Montaigne
sábado, 1 de maio de 2010
Delírio nº 55 - Distrações
quarta-feira, 7 de abril de 2010
Surto
o silêncio frio que
atormentava a mente.
Porém, nenhum surto
é mais potente
que os gritos cegos
de poesia que me
troxeram até aqui.
Nenhum lampejo
de insanidade pode
dirigir minha vontade.
E, eu, menos arremedo
que chave de ouro
consigo trilhar minha
própria via ápia.
quinta-feira, 1 de abril de 2010
Considerações sobre o filósofo dormindo...

sexta-feira, 12 de março de 2010
Odeio os indiferentes
Gramsci
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
A sina doída das sílabas
(Todo) o escrever partilha de um vício repentino.
A pena cinge a folha com gotas plenas de poesia
E a folha responde com o fulgor orgástico
De um baú memorável sorvendo acácias.
O aroma exalado desse encontro
Leva o sorriso do poeta ao delírio bailarino
Dos deuses que pernoitam no firmamento.
Desvencilhar-se dos medos!
Despertar.
Sorrir!
quinta-feira, 5 de junho de 2008
Vislumbre
vagando vadias por vias vorazes.
O filtro vadio me viu falhar,
o dia vazio me viu sonhar.
O Ponto
Certo arremedo de infinitude.
Indefinido por natureza,
finge figurar limite imaginário
para idéias peregrinas.
Limite?
Fluxos são apenas fluxos.
Pontos? São quase sempre
mais do que pontos.
segunda-feira, 7 de abril de 2008
Ensaio para uma Ressurreição
Queres, em vão, educar o brio e reconectar os sentidos.
Mas, já não podes sentir o mesmo juvenil anseio.
Pois, realidade e rotina, musas clandestinas,
Mataram teus devaneios e sonhos por antecipação.
Julgas que não podes mais caminhar.
Erra em teus joelhos cansados de suportar
O peso inconveniente de lutar por aquilo em que não se crê.
Educar ainda é um sonho, talvez plasmar o medo
Como arma de renúncia seja apenas uma efêmera ilusão.
Transmutar-se? Eis a tortuosa questão.
sábado, 29 de março de 2008
“Sou professor a favor da decência contra o despudor, a favor da liberdade contra o autoritarismo, da autoridade contra a licenciosidade, da democracia contra a ditadura de direita ou de esquerda.
Sou professor a favor da luta constante contra qualquer forma de discriminação, contra a dominação econômica dos indivíduos ou das classes sociais.
Sou professor contra a ordem capitalista vigente que inventou esta aberração: a miséria na fartura.
Sou professor a favor da esperança que me anima apesar de tudo.
Sou professor contra o desengano que me consome e imobiliza.
Sou professor a favor da boniteza de minha própria prática, boniteza que dela some se não cuido do saber que devo ensinar, se não brigo por este saber, se não luto pelas condições materiais necessárias sem as quais meu corpo, descuidado, corre o risco de se amofinar e de já não ser o testemunho que deve ser de lutador pertinaz, que cansa mas não desiste.
Boniteza que se esvai de minha prática se, cheio de mim mesmo, arrogante e desdenhoso dos alunos, não canso de me admirar”.
(Paulo Freire, 1996)
terça-feira, 18 de março de 2008
Amélia
Fruta mordida por entes ancestrais.
Quase verso cansado em busca de chave de ouro,
Quase esboço carente de acabamento e inflexão.
União inconstante das dádivas divinas ,
Campo fértil e furioso das incertezas bailarinas.
Luminosa na essência,
Porém, partilha das crisálidas como forma.
Refina o acabamento da lagarta
Sem, no entanto, perceber que voa com o esmero das borboletas.
